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Aumento da taxa Selic para 4,15% E agora?

Atualizado: 29 de jul. de 2021



É a segunda vez que a Selic cresce neste ano: em março, ela foi para 2,75%. Na época, também foi uma recuperação de 0,75 ponto percentual – antes, estava no patamar mais baixo da história, 2%.


Você já sabe do impacto que a Selic tem na sua vida, nos seus investimentos e até nos preços do que você consome. Mas, olhando de um jeito mais geral, o que o aumento da Selic indica pra economia do Brasil? Afinal, estamos no meio de uma das maiores crises econômicas das últimas décadas.


Como a Selic funciona?

Vamos primeiro relembrar o que é a Selic, a taxa-mãe da economia!

Ela acompanha a inflação e, se a inflação sobe, ela sobe junto, que é pra tentar segurar esse problema. Ou seja: se a Selic subiu, é sinal de que a inflação também subiu. E, com a inflação alta, os juros aumentam!


Então isso é ruim?

Depende do objetivo. Afinal, como a Selic é uma forma de tentar controlar a inflação, a tendência é que o preço de tudo fique igual ou até diminua quando ela aumenta. No entanto, a economia também dá uma desacelerada quando isso acontece, justamente por causa desse controle da inflação.

Com o aumento dos juros, quem tem dívidas fica mais desesperado. Afinal, quanto maiores os juros, mais você vai pagar na sua dívida. Já quem tem investimentos em renda fixa ou Tesouro Direto fica mais sorridente, porque eles se baseiam na Selic! E, se ela aumenta, a rentabilidade desses investimentos também aumenta.


“Se imaginava uma retomada da economia muito mais forte, com os planos de imunização mais rápidos, mas isso não está acontecendo. Então, o momento de retomada do crescimento econômico está sendo adiado“, explica.


E ainda tem mais: a taxa de câmbio, que é a causadora da inflação hoje, continua alta, e empurra a inflação ainda mais pra cima. Portanto, a perspectiva é que a Selic continue subindo até o fim do ano, pra segurar essa inflação.

Portanto, o aumento da Taxa Selic NÃO é um indício de recuperação por conta desse contexto todo. Se o aumento da inflação neste momento fosse o resultado do aumento da demanda e tivesse relação com um crescimento econômico, até poderia ser… Mas não é o caso! “O aumento indica que o Brasil está arriscado e precisa voltar a atrair investidores. Para isso, precisa remunerar mais”, explica Juliana.


E como remunerar? Com juros mais altos!

Apesar desse aumento gerar um impacto direto nos investimentos e aliviar as pressões sobre os preços no País no curto prazo, não resolve o problema.

“No médio prazo, isso pode gerar uma redução no investimento e piora no potencial de crescimento econômico, que precisa ser contornado com políticas econômicas mais sólidas. O governo precisa pensar em políticas de curto, médio e longo prazo para conseguir tornar a economia próspera daqui a alguns anos”, conclui a economista.



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